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isso aqui é uma fala, não um currículo. gravei de uma vez só e deixei na ordem que veio na cabeça. escrito em 10 de setembro de 2026.

sou brasileiro. ítalo-brasileiro na verdade, tenho dupla cidadania.

cresci no sul do brasil. lugar frio, bem frio no inverno, úmido, 800 metros acima do nível do mar, colonização italiana.

meu pai tinha um restaurante e foi ali que eu cresci. a gente morava nas instalações, tinha uma casa anexa. morei ali até os 11 anos.

sempre gostei de esporte, principalmente esporte radical. e desde pequeno sempre tive uma admiração grande por tecnologia. computador, principalmente computador.

aos 9 anos, se não me engano, ganhei meu primeiro computador. já tinha visto em outros lugares, já jogava videogame na casa de conhecido desde muito pequeno. até hoje sou apaixonado pelos videogames daquela época. o que o pessoal tinha era playstation 1, playstation 2, às vezes um super nintendo, mais pra frente um wii.

mas enfim. com 9 anos veio o primeiro computador. na verdade o computador foi dado pro meu irmão. quando ele não queria usar, quando cansava depois de inúmeras horas, chegava a minha vez. talvez, se a minha mãe deixasse, porque às vezes ele saía tarde e eu ficava esperando em vão.

era uma máquina com uns 3 gb de ram, não lembro as especificações, mas tinha 500 gb de hd. e eu não parei mais. não falo do computador, falo de usar computador, de usar tecnologia.

eu usava mais pra jogar, mas sempre gostei de mexer. aprendi bastante de programa de edição. gravava vídeo pra internet, vídeo de minecraft, de alguns jogos diferentes.

fui aquela criança que teve a infância na internet, na época do minecraft recém lançado, as primeiras versões. joguei minecraft por um bom tempo da minha vida, depois joguei fps.

e isso fez eu aprender inglês com muita facilidade. quando eu percebi, era um adolescente com inglês avançado em relação a todo mundo da classe. mais tarde fui fazer curso, há uns quatro anos, e aí sim comecei a estudar de fato. gramática, speaking. depois vieram as viagens internacionais.

não mencionei ainda, mas também fui escoteiro. dos 8 aos 16 anos. foram oito anos da minha vida.

nesse mesmo período em que eu gostava tanto de computador, todo fim de semana eu tinha escoteiro. e eu cresci ali. dos 8 aos 16 é toda a infância, pré adolescência e adolescência, praticamente, dentro de um grupo escoteiro.

foi ali que eu aprendi sobre valores, sobre hierarquia, sobre patriotismo, sobre união. foi ali que eu desenvolvi uma paixão pela natureza, e onde eu pude conhecer a mim mesmo. e até um pouco sobre a sociedade em si, sobre interação social.

não foram só boas experiências. principalmente quando eu era mais novinho, eu era muito magro, então às vezes eu era um alvo fácil. não que eu tenha sofrido bullying, mas, sabe, aquele menino mais na defensiva, com quem o pessoal gostava de brincar. só brincar, e às vezes no sentido ruim. como eu sou um cara muito tranquilo de lidar, às vezes tive esse tipo de experiência. continuo tendo até hoje.

mas, anyways. escoteiro foi uma peça importantíssima da minha vida. foi o que formou o meu caráter.

também não mencionei, mas eu trabalho há muito tempo.

as primeiras vezes que eu lembro dos meus pais passando tarefa pra mim lá no restaurante, eu tinha uns 10, 11 anos, talvez menos. e não eram tarefas simples não. às vezes eu passava o dia trabalhando.

claro que eu estudei e tive tempo pra ser criança, pra brincar. mas eu lembro de momentos onde eu tinha o compromisso de trabalhar com os meus pais muito cedo. eu meio que cresci com essa obrigação. e até hoje eu acabo trabalhando pra eles. hoje, com a minha vida do jeito que ela está, não consigo dar tanta atenção. graças a Deus eles se viram muito bem.

mas enfim, eu trabalho a vida inteira. tenho uma experiência gigantesca com atendimento ao público. não tenho problema nenhum de falar com pessoas.

talvez nas minhas interações pessoais eu seja um pouco mais criterioso, um pouco mais rigoroso. mas no lado profissional eu me viro bem. não tenho muitas restrições. quase nenhuma, na verdade.

já falei que sou um cara tranquilo de lidar, então isso sempre ajudou. eu gosto de trabalhar com o público e sinto que sou bom nisso. esse também é um dos meus diferenciais. se parar pra pensar, você vai ver depois que eu tenho praticamente quatro anos de experiência com vendas. comecei como auxiliar e em poucos meses virei consultor comercial.

voltando na minha vida ali. fiz escoteiro até os 16 e, terminando o ensino médio, veio a pandemia. não teve escoteiro por muito tempo. depois eu acabei fazendo outras coisas da minha vida, comecei um relacionamento, e acabei não voltando.

mas vou carregar isso pelo resto da vida. foi uma experiência completamente válida. não acho que seja má ideia voltar algum dia, ou fazer parte de alguma forma. talvez não fixo, indo lá todo fim de semana, mas contribuindo. tenho esse desejo dentro de mim e ele vai caminhar comigo pro resto da vida.

e eu ainda estou nesse relacionamento. vão fazer sete anos esse ano. graças a Deus a gente tem uma ótima relação, divide muitos sonhos. inclusive morar no exterior, que é uma coisa pra qual eu venho me preparando. estou preparado, na verdade.

se surgir oportunidade, se você estiver lendo isso e tiver uma oportunidade, sinta-se à vontade. be my guest.

anyways. terminei o ensino médio e quase entrei pro exército brasileiro. essa é uma história paralela que eu não vou contar agora.

na verdade não é que eu quase entrei. eu já estava no exército, e decidi trocar enquanto ainda dava, nos primeiros dias, quando ainda era possível sair.

troquei ele pela oportunidade que tinha aparecido no mesmo momento, de trabalhar na empresa onde fiquei quatro anos. um laboratório analítico, de análise na área ambiental, de amostra ambiental. solo, água. e tem uma parte desse laboratório que trabalha com amostra ocupacional. análise de ar, ambiente ocupacional, ambiente de trabalho, as normas que vêm junto.

eu tenho curso de interpretação da iso 17025. toda essa parte de processo, de empresa bem documentada, bem integrada no sistema da norma, com auditoria, com rastreabilidade, com análise crítica. foram quatro anos nisso.

esqueci de mencionar, mas antes da pandemia, um ano antes, em 2019, eu fiz senai.

senai é um programa da indústria brasileira, um serviço de aprendizado industrial, um serviço educativo. e é ótimo, excelente, infraestrutura boa, porque quem banca é a indústria. aqui na minha cidade a indústria é muito forte. metalúrgica, metal mecânica, plástico, polímeros, resinas, abrasivos. aqui na minha região isso é muito forte.

isso entra ali no mesmo contexto da época de escoteiro, inclusive, porque foi no finalzinho do senai que eu comecei meu relacionamento.

e no senai eu aprendi muito sobre empresa, sobre como funciona o mundo corporativo. meu curso era de processos logísticos industriais, então eu estudei todos os setores de uma indústria. pra mim foi muito bom.

acho que isso, combinado com a experiência que eu tive depois no laboratório de iso 17025, com certificação a nível nacional e até internacional, porque é uma iso, poxa, foi uma ótima experiência.

também fiz curso de auditoria e fui habilitado como auditor interno da empresa. então não só tenho o curso de interpretação da norma, como tenho certificação de auditor interno. isso me ajudou muito. essa é minha base, minha fundação.

foram quatro anos na área de vendas nesse laboratório. mas quando eu falo vendas eu me sinto um pouco superficial, porque o meu trabalho ia muito mais a fundo.

eu opinava forte sobre investimento, sobre decisão da empresa como um todo, sobre estratégia comercial a nível macro mesmo. qual equipamento seria interessante comprar, quais certificações a empresa deveria ter, que análise e que ensaio valeria a pena investir na certificação. com base na minha visão panorâmica do mercado e nos clientes que eu atendia.

fiz minha carteira duplicar, mais que duplicar, praticamente triplicar em faturamento em poucos meses de atuação. peguei uma carteira quebrada e entreguei pra empresa a maior carteira que ela tinha. minha carteira chegou a representar 50% do faturamento.

minha trajetória lá dentro foi excelente. não consigo pensar em nenhum ponto negativo, exceto que eu queria ter tido mais oportunidade ali dentro. e esse é um dos motivos pelos quais eu não estou mais lá.

me sentia completamente fora da minha área. confesso que a tecnologia, apesar de ser a minha vontade, acabava ficando de lado. mas eu dei uma boa rabiscada, ajudei eles a configurar várias coisas e influí forte na área de ti.

inclusive hoje eles são meus clientes. tenho eles na minha carteira de prestação de serviço de ti. tenho fluxo, automação, aplicação rodando, banco de dados, estrutura interna prestando serviço direto pra eles. mantive uma excelente relação depois da minha saída. entreguei tudo redondinho, tudo perfeito.

e agora estou trabalhando com software.

depois desses quatro anos no laboratório, tive a oportunidade maravilhosa de trabalhar numa organização que é um software de nutrição. é aqui da minha cidade, uma iniciativa de amigos que foram muito próximos meus no ensino médio, que me chamaram porque sabiam que eu podia agregar, que eu era a pessoa certa pra estar junto na equipe. não tinha acontecido melhor, não tinha acontecido mais perfeito.

hoje eu sou uma peça importantíssima da operação numa empresa de software, onde a gente trabalha com equipe enxuta. cada pessoa absorve uma responsabilidade gigantesca e precisa ter agilidade. precisa ter muita capacidade de automatizar os próprios processos e os processos da empresa. e precisa ter muita lábia e muita comunicação pra levar pro resto da operação o que é importante ser feito naquele momento. aproveitar os timings.

esqueci de mencionar, mas há mais ou menos um ano e meio eu comecei a estudar análise e desenvolvimento de sistemas, um curso de graduação na modalidade tecnólogo. não vou falar a universidade, isso eu deixo no meu currículo. aqui eu não vou citar lugar nem nome, quase nada nessa parte. é como se eu estivesse falando de forma genérica.

e antes mesmo de sair do laboratório eu já estava estudando ti, já estava nessa área. então eu queria mesmo, quis mesmo, e tive essa oportunidade maravilhosa.

hoje eu estou na minha área, trabalhando com o que eu estudo. aprendo muito no meu trabalho, muito mesmo. conhecimento absurdo de infraestrutura, de aplicação, de banco de dados.

a parte mais técnica do que eu sei vai entrar no currículo, mas eu trabalho muito com automação. fluxo de automação, workflow, script, processo apêndice. desenvolvi várias soluções de imediato. solução rápida, quando você precisa de um tato rápido, um feedback rápido pra tomar uma decisão, uma informação levantada de forma rápida, um rastreamento novo, um workflow novo, um ajuste, uma melhoria num workflow que já existe, a integração de duas funcionalidades pra criar uma melhor, refatoração, seja com front end, seja com back end.

e hoje já tenho minha própria máquina virtual rodando, atendendo meus próprios clientes e meus próprios projetos. tudo isso foi graças à oportunidade que eu tive.

e o que eu vejo pro futuro é que eu estou aberto pro que vier.

eu tomei uma decisão difícil na minha vida pra assumir risco. eu estava muito bem no laboratório. era estável, tinha uma ótima carreira pela frente, um bom salário que só ia crescer, dentro do regime clt do brasil, que é um regime trabalhista bem cheio de benefício pro colaborador aqui. tanto que o empresário às vezes até tem dificuldade. e eu saí desse conforto.

enquanto eu estava no laboratório tive oportunidade de viajar pra fora, não pela empresa, com esses mesmos amigos que hoje fundaram a empresa onde eu trabalho. sempre fui muito próximo deles.

era tão estável lá que eu consegui ir pra europa. visitei a frança, a inglaterra, a suíça, vi os alpes suíços. falei língua estrangeira bastante nessa viagem, conversei bastante com estrangeiro.

conheci um rapaz da coreia do sul, com quem eu converso de vez em quando até hoje. ele trabalha na samsung. quando a gente conversou a gente estava num trem indo pra grindelwald, e ele falou que estava tentando entrar na samsung, que estava aplicando e passando nos testes. hoje ele é engenheiro da samsung de fato, lá na coreia. depois a gente seguiu conversando pela internet, assim que voltamos das nossas viagens, e ele me contou que tinha sido aprovado. a gente mantém contato esporádico.

conversei com um cara da itália, do sul da itália, com um inglês muito engraçado. mas foi muito legal conversar com ele, ter essa troca no hotel na suíça, em zurique. a gente conversou enquanto cozinhava, na cozinha compartilhada do hotel. foi uma experiência maravilhosa. não conheço esse rapaz, não lembro do nome dele, não fiquei com o contato, infelizmente.

tive outras oportunidades assim. conversei com um cara na inglaterra, num mercadinho de bairro, nas ruas de londres, e a gente teve uma conversa muito legal, bem bacana.

eu tenho paixão por isso. dentro de mim mora esse sentimento de conhecer o mundo, conhecer pessoas, conhecer cultura nova.

a gente também conheceu um alemão, que tinha uma conveniência lá na suíça, e ele nos deu três cafés. na suíça era sete francos cada um. e sete francos, na nossa moeda, viravam cinquenta.

ou seja. se fosse converter pra um americano, é como se ele estivesse pagando cinquenta dólares num café. pra nós é realmente caro assim.

a gente faz essa comparação de que o nosso dinheiro é como se fosse um dólar, porque o esforço que a gente faz aqui no brasil pra ter esse dinheiro é o equivalente ao esforço de um americano pra ter o dólar dele. a diferença é que o americano está na américa, e o dólar dele vale muito mais, e compra muito mais coisa. enquanto aqui no brasil o nosso vale muito menos e as coisas custam muito mais. é uma proporção absurda.

então pensa. se você é americano, ou europeu, é como se você estivesse pagando cinquenta dólares, ou cinquenta euros, num café. essa é a conta que você tem que fazer pra entender a cabeça de um brasileiro que viaja pra fora. é complicado mesmo. imagina você pagando cinquenta dólares num café. se não ia ficar louco. pra nós é exatamente a mesma coisa.

claro que, pra nós, cinquenta dólares num café seriam duzentos e cinquenta do nosso dinheiro. aí se a gente reverter, a escala aumenta ainda mais. mas enfim. façam essa comparação que não existe, só pra sentir esse sentimento do brasileiro.

eu estava muito estável na minha empresa. inclusive viajei pelo brasil, conheço bastante lugar, outros estados. o brasil é um país gigantesco, cada estado é como se fosse um país diferente, de tão diferente que é. dentro do próprio brasil a gente tem muita gente diferente, uma diversidade enorme de cultura, de pessoa. o brasil é um país incrível.

e eu troquei esse conforto. hoje eu não consigo fazer uma viagem internacional.

na verdade eu comecei trabalhando na minha startup de graça, vamos dizer assim. trabalhei uns meses ali sem ganhar salário nenhum, só pela experiência. então você percebe o quão louco eu fui, e o quanto eu quis entrar nessa área. e foi a melhor coisa que eu fiz, sinceramente. me sinto incrível.

até hoje eu não tenho o conforto, a estabilidade e a renda que eu tinha quando trabalhava lá. e é por isso que eu estou aberto pra novas oportunidades.

não só por isso. porque também carrego comigo essa vontade de aparecer mundo afora, de aparecer pro exterior, pra outros países. de poder ter essa troca com gente de outro país, essa globalização. tenho um inglês bom, tenho cidadania europeia, e sempre tive o sonho de morar fora.

acho que tenho muito a agregar pra qualquer lugar que queira me dar uma oportunidade de sair daqui do brasil, digamos assim. de colocar um pezinho pra fora do país e começar a ter essa experiência. porque eu sinto que me preparei a vida toda pra isso.

e é basicamente isso.

hoje eu trabalho como empresário individual aqui no brasil, então não sou mais do regime celetista. o jogo é um pouco diferente. posso trabalhar pra mais de um lugar ao mesmo tempo, tenho uma certa autonomia, uma liberdade a mais.

que, na prática, vou ser bem sincero, nunca me fez trabalhar tanto na vida quanto agora. sinceramente, eu trabalhava muito menos no outro regime, em questão de horário. acabava o expediente e eu simplesmente podia ficar tranquilo. sabia que ninguém ia me ligar, que ninguém ia me pedir nada, que eu não ia estar devendo nada pra ninguém.

enquanto aqui, se eu não fizer as minhas coisas, qualquer coisa pode acontecer. eu sou responsável pelas minhas coisas. então mudou bastante.

mas está sendo legal, essa experiência. está me dando uma certa liberdade que antes eu não tinha, um jeito diferente de viver, e um olhar diferente das pessoas que estão ao redor. porque é autonomia, é independência, querendo ou não.

e é isso. se você leu até aqui, quero te agradecer.

e, poxa, se você tem uma oportunidade pra mim, cara, entre em contato comigo. custo baixo, alta produtividade. garanto pra você que eu sou um cara em quem você pode confiar.

posso dizer que desenvolvi muita coisa legal durante a minha vida, ótimas soluções. se você estiver interessado, me pergunte sobre elas que eu te explico. posso te explicar uma série de coisas que eu já fiz. sinceramente, não consigo lembrar de todas. eu estou a todo momento desenvolvendo solução, eu tenho esse prazer.

e eu sou, de certa forma, perfeccionista. gosto muito de fazer as coisas bem feitas, gosto muito do resultado, sou apaixonado pelo resultado.

e levando em consideração todo o meu background aqui, esse é um dos motivos pelos quais eu sou apaixonado por culinária também. não falei isso, mas eu tenho uma paixão pela culinária de longa data, e um dos meus sonhos é poder viver cozinhando.

algum dia eu ainda vou ser chefe de cozinha, ou pelo menos trabalhar em algum bar, algum bistrô, ou ter o meu próprio. por hobby, ou por paixão, pra fazer a coisa que eu gosto e entregar isso pras outras pessoas.

e é isso.

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